Conheça Shantala

20 de junho de 2012



As primeiras semanas que se seguem ao nascimento
são como a travessia de um deserto.
Deserto povoado de monstros:
as novas sensações que,
brotadas do interior,
ameaçam o corpo da criança.


Depois do calor no seio materno,
depois do terrível estrangulamento do nascimento,
a enregelada solidão do berço.


A seguir, aparece uma fera,
a fome,
que morde o bebê nas entranhas.


O que enlouquece a pobre criança
não é a crueldade da ferida.
É essa novidade:
a morte do mundo que a rodeia
e que empresta ao monstro
exageradas proporções.
Como acalmar essa angústia?


Nutrir a criança?
Sim.
Mas não só com o leite.
É preciso pegá-la no colo.
É preciso acariciá-la, embalá-la.
E massageá-la.

Conversa com Freud

19 de junho de 2012

Hoje ao pesquisar em meus livros algo que fosse pertinente para postar com o objetivo de trazer reflexão (logo no início do dia!) me deparei com um texto bastante interessante. Trata-se de um livro chamado "A lógica da emoção - da psicanálise à física quântica" de Manoelita Dias dos Santos. A autora procura demonstrar, entre outras coisas, segundo suas próprias palavras, o seguinte:

"Na primeira parte deste trabalho apresentei o Homem como um produtor de realidade. Disse que nos diferenciamos das demais espécies e adquirimos um mundo interno vasto e rico, onde além da memória de fatos reais estão nossas fantasias. Procurei mostrar quanto este mundo humano, denominado civilização, pode estar insano. Como ele atingiu níveis de mal estar evidentes e encontra-se em crise. Falei do aumento dos casos de ansiedade e depressão e de como nosso cotidiano,

Coluna vertebral: cuide bem dessa estrutura

18 de junho de 2012

O esqueleto e os ossos representam nossa estrutura, nossa arquitetura interior. Cada vez que sofremos dos ossos, isso significa que o sofrimento está nas nossas estruturas interiores, nas nossas crenças quanto à vida. A maior parte dessas estruturas é não-consciente. São os nossos arquétipos mais profundos, sobre os quais nos apoiamos inconsciente e permanentemente no nosso cotidiano, na nossa relação com a vida. As grandes crenças dos povos (histórias, culturas, costumes, religiões) fazem parte desses arquétipos, como também as questões mais pessoais como o racismo, a ética, o sentido da honra, da justiça, as perversões ou os medos viscerais. Os ossos são o que há de mais profundo no nosso corpo. É em torno deles

Diabetes: falta de docilidade na vida

16 de junho de 2012

O diabetes surge quando a produção de insulina no corpo falha ou não atua como deveria, o que eleva a taxa de glicose no sangue. O pâncreas produz insulina no corpo, e é ela que transporta a glicose, fonte de energia, para as células. Quando o pâncreas não produz a insulina ou está debilitado e produz pouco, há um aumento da glicose. Daí o diabetes.

Como saber se você tem diabetes?

Psicossomática: diálogo entre mente e corpo

15 de junho de 2012


Outro dia estava tendo um sintoma qualquer (não lembro qual), afinal o corpo está quase sempre "conversando" conosco através dos sintomas, não é mesmo?! Mas, enfim ao sentir essa dor recorri ao seu significado metafísico. Pois, aprendi que quando identificamos a causa do problema, as chances de resolvê-lo aumentam e muito, tendo como consequência a diminuição ou até mesmo a eliminação da dor. 

As incertezas no caminho do autoconhecimento

14 de junho de 2012


Uma "folha" em branco e todo um espaço a preencher... Mas preencher com o quê?! Assim é a vida, essa folha em branco, onde posso escolher desenhar um belo dia ensolarado ou escrever uma triste história de perdas e apegos que só trazem dor e desespero. 

Infelizmente, penso que a maioria de nós escolhe ou simplesmente se deixa arrastar pelo caminho da segunda opção. Forjamos momentos de alegria para acalmar a alma que por de trás da mascara sorridente grita, clama por socorro, tentando entender o sentido de tudo que vivenciamos diariamente. São gritos oprimidos pelas cobranças de sermos bem sucedidos, aceitos, plenos e, acima de tudo, felizes. Cobranças que se perdem no tempo e somos incapazes de identificar onde tudo começou. Assumimos o personagem esperado pelo grande público da vida no palco de nossas emoções, sensações e pensamentos e esquecemos quem é o ator ou atriz que carrega em si a essência do ser. Essência essa que parece estar perdida num lugar muito distante e o caminho a percorrer para achá-la é um labirinto extremamente difícil de decifrar. Penso que esquecemos inclusive do que se trata tal essência, apenas ouvimos dizer que ela é repleta de amor e sabedoria. Acostumamo-nos com o medo, o oposto do amor. Perdemos o brilho na alma que ilumina o caminhar dos que buscam a paz interior. Perdemos a alegria de simplesmente ser. Perdemos principalmente a identidade que nos faz sentir uno com o Universo. Digo que perdemos, porque acredito que um dia tínhamos essa conexão com o Todo. Ainda hoje em meio a esse caos existencial, se nos permitirmos de verdade seremos capazes de sentir amor sem esperar nada em troca, mesmo que seja por um milésimo de segundo. A conexão ainda é possível!

Por isso, ao refletirmos sobre a vida, pode parecer que não há muito o que escolher e o que fazer, mas há uma força universal que a cada dia prova o contrário, mostrando sempre uma opção de um novo caminho a se percorrer. Existe um fluxo que nos convida diariamente a fazer parte desse movimento onde ao nos entregarmos e confiarmos nessa força maior, divina, universal (não importa o nome que se dê) estaremos novamente conectados. 

Não sei muito bem sobre essa vontade que me move e, a muitos de nós, sempre em direção a querer ser uma pessoa cada vez melhor, mas sei que ela existe e me prova que viver vale a pena. E que são as escolhas que fazemos que determinarão a qualidade de nossas vidas, sempre pautadas na esperança (essa que dizem que é a última que morre, mas que venho percebendo que é imortal) não apenas de um mundo melhor, mas de um mundo digno de pertencer a esse Universo maravilhoso e tão grandioso do qual realmente fazemos parte.


Hakima

Ervas: possíveis usos para o dia a dia

13 de junho de 2012

Sabe aquela dor de cabeça que te pega de "surpresa"? Possivelmente a causa está situada antes do físico {quem sabe alguma emoção ou pensamento persistente?}, mas nem sempre dá para ir direto na causa para aliviar os sintomas. Ou melhor, até dá, mas levaria algum tempo talvez, e aquela dor ainda estaria te incomodando. Por isso, é sempre bom conhecer alguns recursos de emergência para aliviar sintomas. Porém, tais recursos são paliativos. O importante mesmo é sempre buscar as causas de nossas dores, que nada mais são que avisos de que alguma coisa não vai bem, ou seja, há conflitos internos entre aquilo que estamos fazendo e nossas emoções. 
Mas, não custa nada pedir socorro para a natureza enquanto buscamos conhecer as razões de nossos conflitos. Por isso, separei algumas das ervas mais utilizadas e fáceis de serem encontradas em qualquer região. São elas: